A Modelo Domesticada pelo Patrono

Capítulo 1收工之后

Andarilho · 2596 palavras · Português

[A · O Patrono]

A primeira vez que ele enxergou Yao Yan com clareza foi numa sessão de fotos externa, num gramado nos arredores da cidade. As outras modelos ainda estavam retocando a maquiagem, mas ela já havia trocado de roupa e vestido aquele sutiã esportivo de alça única, cor de creme, parada sob o sol, esperando a iluminação. Um homem como ele, acostumado a mulheres de toda espécie, tinha olhos exigentes, e mesmo assim, naquele instante, ele estancou por meio segundo — aquele par de seios era cheio demais, tão cheio que até aquele sutiã esportivo, feito justamente para conter, parecia ter dificuldade, com o tecido empurrado por dentro em duas bolas redondas, as alças cravando de viés na carne branca e reluzente, o vale profundo dos seios afundando desde o decote para baixo. Ela ergueu a mão para se proteger do sol, e ao levantar o braço aquele par de seios fartos balançou junto, para logo tornar a cair, firme, no lugar. Só um pensamento passou pela cabeça dele: um corpo assim custa dinheiro, e dinheiro era o que nunca lhe faltava.

[Ela · A Protagonista]

Yao Yan já estava mais que acostumada a ser avaliada desse jeito. Um metro e sessenta e cinco, sessenta quilos, 80H — essa sequência de números era o capital mais sólido que ela tinha nesses anos de carreira. Já não era nenhuma novata verde. Nesses anos de trabalho, tinha aceitado de tudo: fotos em estúdio, fotos externas, campanhas impressas, amostras para lives de venda, e a agenda vivia lotada. Ela sabia muito bem onde estava a parte mais valiosa do seu corpo — não era o rosto, era esse par de seios que fazia até o fotógrafo profissional não resistir e disparar duas fotos a mais. Sabia também as regras do meio: na superfície, todos a chamavam de dócil, colaborativa, pontual, sem estrelismo, mas quanto mais essa aparência de "boa menina", maior o contraste escondido por baixo, capaz de deixar qualquer homem enfeitiçado. Ela mesma sabia disso e nunca revelava.

[Ela · A Protagonista]

O patrono daquele dia ela conhecia — A, todo o meio sabia que ele tinha mão larga e agia pesado, especializado em bancar justamente esse tipo de modelo de corpo chamativo. Antes, ele apenas observava de longe, mas naquele dia, contra todos os hábitos, ficou depois do fim do expediente, dizendo que estava de passagem e a levaria uma parte do caminho. Ela entrou naquele carro que exalava um leve cheiro de couro e cedro, ainda com o sutiã esportivo, tendo apenas jogado por cima, de qualquer jeito, um cardigã fino. Ela sentia o olhar dele pousar uma e outra vez sobre o seu peito, pesado e descarado. Uma corda se retesou de leve dentro dela — ela sabia bem demais aonde esse tipo de olhar levava, e sabia bem demais que, na verdade, não queria se esquivar.

[A · O Patrono]

Ele não teve pressa. Mulheres desse ramo ele já tinha visto muitas, e quanto melhor o corpo e mais acostumada aos elogios, menos ela tolerava a pressa de quem quer resultado imediato. Primeiro ele a convidou para jantar, escolhendo um daqueles lugares silenciosos, com as mesas bem afastadas umas das outras. Durante o jantar, não falou do corpo, apenas de agendas, de valores de mercado, de qual plataforma pagava melhor pelas amostras. Ele a observou relaxar aos poucos, observou o corpo dela se inclinar para a frente ao pegar a comida, abrindo uma fresta no decote do cardigã, deixando à mostra, num relance, o vale entre os seios envolto no sutiã esportivo cor de creme. No meio do jantar, com toda a naturalidade, ele enfiou um maço de coisas dentro da bolsa que ela havia deixado ao lado, o gesto tão leve quanto entregar um cartão de visita. "Fique com isso primeiro", disse ele, "conversar com você foi um prazer, e isso é o justo."

[Ela · A Protagonista]

Ela baixou os olhos para a bolsa agora estufada, e o coração falhou uma batida. Não era uma quantia pequena, e o modo como fora enfiada era tão hábil que a fez entender — esse homem era experiente, depois desse passo viria fatalmente o próximo, e naquele momento bastava não devolver a bolsa para que estivesse consentindo tacitamente com tudo o que viesse a seguir. A razão a alertava: ao aceitar esse dinheiro, o carro do fim de expediente já não seria só um carro. Mas a mão dela não se moveu. Lembrou-se da própria agenda lotada a ponto do colapso, lembrou-se daqueles trabalhos em que negociava horas com o cliente por umas poucas centenas, e então olhou de novo para aquele maço leve como uma pluma, mas que pesava no fundo da bolsa — puxou o cardigã contra o corpo e, com uma calma cuja falha ela mesma conseguia ouvir, disse: "Obrigada, irmão A." Naquele instante, ela sabia bem: já tinha entrado no carro dele, e não só naquele carro.

[A · O Patrono]

No caminho de volta, o carro parou à beira de uma estrada deserta. Ele desligou o motor e não falou de imediato, apenas se virou de lado e estendeu a mão para ajeitar a gola do cardigã que havia escorregado. No instante em que a ponta dos dedos roçou a clavícula dela, ele percebeu o corpo dela enrijecer de um modo quase imperceptível, sem se esquivar. Ele soube que o ponto tinha chegado. A mão desceu seguindo aquele vale entre os seios e, por cima do sutiã esportivo cor de creme, cobriu aquela massa pesada de carne macia. A carne sob o tecido era cheia demais, uma mão só não conseguia abarcá-la, transbordando por entre os dedos, farta e quente. Ele cerrou lentamente os dedos, e aquela massa de carne se deformou sob a força da mão, para depois voltar a saltar. Ele ouviu escapar das narinas dela um som de fôlego levíssimo, sufocado pelos dentes.

[Ela · A Protagonista]

A primeira reação dela foi de resistência — a mão pressionou instintivamente o pulso dele, e a razão gritava na cabeça: "Não pode, dentro do carro, rápido demais." Mas o corpo dela a traiu um passo antes dela. Aquela mão que a amassava por cima do sutiã esportivo dosava a força com perfeição, nem leve nem forte, apertando exatamente no ponto que ela mesma achava sensível demais. Aquele par de seios rotulado por números durante esses anos deixava de ser, naquele momento, o argumento de venda frio das amostras, e passava a ser amassado e aberto, vivo, na palma da mão dele. Uma corrente elétrica, dormente e arrepiante, disparou do bico dos seios para o baixo-ventre, e a força com que ela pressionava o pulso dele foi cedendo aos poucos, até virar uma mão que apenas repousava, num consentimento a meio caminho. Ela ouviu a própria respiração se perder.

[A · O Patrono]

Ele empurrou aquele sutiã esportivo cor de creme para cima. Livres da contenção, os dois seios fartos saltaram com um estalo — brancos, grandes, pesados, as aréolas de um rosa muito claro, os bicos já rígidos e eretos, provocados pelo amassamento de antes ainda por cima do tecido. Ele baixou a cabeça e abocanhou um deles, enquanto a outra mão sustentava aquela massa de carne macia que era impossível abarcar por inteiro, empurrando-a para cima, fazendo-a acumular um vale ainda mais fundo na palma da sua mão. Os seios dela eram cheios demais, na boca, na mão, transbordavam por mais que ele os manipulasse. Ele sugava e, ao mesmo tempo, esfregava com o polegar o outro bico ereto, sentindo o corpo dela se arquear no banco, os dedos que agarravam suas costas se fechando cada vez mais apertados.

[Ela · A Protagonista]

Ela perdeu-se por completo. Do lado de fora do vidro, de vez em quando faróis de carros varriam a cena, e aquela situação de "poder ser vista a qualquer momento" deveria assustá-la, mas naquele momento foi como jogar mais uma concha de óleo no fogo. Quando ele abocanhava e sugava o bico do seu seio, aquele arrepio de comichão e inchaço puxava direto para baixo, e ela sentia com clareza que aquele lugar já estava molhado havia muito — ela sempre mantinha aquela parte limpíssima, lisinha e nua, sem um único fio, os dois lábios finos fechados com delicadeza, mas agora, ensopados pela própria umidade, começavam a inchar e a se entreabrir de leve. Ela mordia o lábio inferior para não emitir som, mas a cada amassamento, a cada sugada, aquele gemido que ela empurrava para baixo forçava um pouco mais para cima. A razão ainda travava sua última luta, mas o corpo já havia passado por completo para o lado dele.

[A · O Patrono]

Ele não a tomou no carro. Sabia muito bem que usar uma mulher assim de uma vez, como mercadoria de beira de estrada, seria um desperdício de algo precioso. O que ele queria era possuí-la a longo prazo, de forma legítima, era desenvolvê-la centímetro por centímetro até que ela reagisse apenas a ele. Por isso, quando ela estava molhada a ponto de quase implorar, ele parou, ajeitou o sutiã esportivo de volta no lugar, cobrindo aquele par de seios fartos e avermelhados de tanto ser amassado, com um gesto tão tranquilo como se nada tivesse acontecido. "Por hoje chega", disse ele em voz baixa, com um sorriso na voz. "As coisas que não se apressam é que amadurecem bem." Ele olhou para aquele lampejo de fogo nos olhos dela, insatisfeito, envergonhado e inconformado, e ficou extremamente satisfeito — esse passo estava dado.

[Ela · A Protagonista]

Naquela noite, ela ficou deitada na própria cama, virando de um lado para o outro. O calor da palma da mão dele, a força com que ele abocanhou o bico do seu seio, e aquela frase dita antes de ela descer do carro, "amadurecem bem", eram como três espinhos cravados nela, impossíveis de arrancar. Ela sempre achara que via com muita clareza a questão de tratar o corpo como capital — vendia a imagem, o disparo do obturador, os números, sem nunca se envolver de verdade. Mas dessa vez, pela primeira vez, sentiu aquela linha afrouxar. Enquanto dizia a si mesma "isso não passa de um trabalho maior", sabia também, com clareza, que já havia começado a esperar a próxima ligação dele. Estendeu a mão e, por cima do pijama, pressionou os próprios seios ainda inchados, com as bochechas ardendo em brasa — aquela Yao Yan dócil como um quadro pintado diante das lentes e a Yao Yan que naquele momento se revirava insone debaixo das cobertas eram, no fim, a mesma pessoa.

[A · O Patrono]

Ele não a deixou esperar muito. No dia seguinte já lhe enviou mensagem, marcando um dia tranquilo, um lugar onde só existiriam os dois. Ele sabia que aquela metade de desenvolvimento inacabada no carro na noite anterior já havia fincado um anzol dentro do corpo dela. O resto era apenas recolher esse peixe, pouco a pouco, de bom grado, para o seu próprio lago. Ele se recostou na cadeira, olhando pela janela, lembrou-se dos bicos avermelhados dela, lembrou-se dos olhos dela úmidos e reluzentes, e o canto dos lábios foi se erguendo devagar — um tesouro assim, para amadurecer bem, ele tinha paciência de sobra e capital de sobra para transformá-la completamente em algo seu.