O Primeiro Convite

Capítulo 1接他们

Andarilho · 1754 palavras · Português

【Homem solteiro · Eu】Faz quase um ano que entrei nesse pequeno círculo e nunca tive um encontro de verdade. Não é que faltassem oportunidades; era pura falta de sorte — toda vez que a conversa chegava na metade, as pessoas sumiam. Esse casal jovem eu e minha esposa conhecemos por acaso naquele centro comercial da zona sul da cidade. Naquela noite, todos estávamos por perto, então sentamos, tomamos alguma coisa, foi mais um primeiro encontro. Depois eles levaram um bolo de um homem solteiro pouco confiável e, de tanto rodar, acabaram ficando mais próximos de nós. No fim da conversa, disseram que tinham uma ideia havia tempos, mas nunca tinham achado a pessoa certa, e me perguntaram se eu topava ser esse homem solteiro. Eu aceitei quase na hora.

【Namorada · Ela】Antes de aceitar, hesitei muito tempo. Tenho vinte e um anos, não dá para dizer que tenho muita experiência, mas eu sei o que quero. Ele — meu namorado — era mais curioso sobre essas coisas do que eu, foi ele quem primeiro colocou a ideia na mesa comigo. No começo eu só escutava, escutava com o rosto ardendo. O que de fato me fez decidir foi ver esse homem solteiro em pessoa naquela noite no centro comercial: ele falava sem pressa, sem afobação, o olhar limpo, nada parecido com aqueles que, mal abrem a boca, dão vontade de fugir. Aquela pontinha de nervosismo dentro de mim foi, aos poucos, se soltando pela metade.

【Namorado · Ele】Sinceramente, essa coisa de compartilhar a própria namorada eu pensei por mais de uma noite. Eu a amo, e justamente por amar é que surge esse impulso que não sei explicar — a vontade de vê-la perdendo o controle sob outro homem, de ver aquela expressão que normalmente ela só mostra para mim ser arrancada dela pouco a pouco por outra pessoa. Isso não é falta de apreço; muito pelo contrário. Eu precisava de alguém em quem confiasse, e não de um ID estranho qualquer da internet. Esse homem solteiro foi alguém que nós dois aprovamos com um aceno de cabeça.

【Homem solteiro · Eu】O encontro ficou marcado para o sábado à tarde. Comecei a me preparar com alguns dias de antecedência, como quem se prepara para um encontro muito importante. Comprei os salgadinhos de que ela gostava, algumas bebidas, e escolhi de propósito dois pares de meias-calças — um cor da pele, um preto arrastão; eu me lembrava de ela ter comentado de passagem que gostava da sensação do arrastão no corpo. Nesses dias conversamos bastante on-line, do gosto aos limites, do ritmo preferido às coisas em que não se podia tocar. Quando enfim nos encontramos de verdade, já não havia entre nós quase nenhuma estranheza.

【Namorada · Ela】Eles moram bem longe do centro, é uma região onde é difícil pegar táxi, e à noite então é impossível. O homem solteiro disse com toda a naturalidade que viria de carro nos buscar. Na tarde de sábado, fiquei esperando o carro dele embaixo do prédio, com um vestido de cor clara e, por baixo, o arrastão preto que ele gostava. O vento soprava, a barra colava nas pernas, e eu sentia aquele leve aperto da meia-calça contra a pele. Quando vi o carro dele entrar na curva, meu coração acelerou de repente, e a palma das minhas mãos ficou toda suada.

【Namorado · Ele】Sentei no banco do carona, e ela ficou no banco de trás. Mal o carro subiu no viaduto, o clima já estava diferente do de sempre. Não era constrangimento; era aquele calor abafado em que todos sabem no fundo e ninguém é o primeiro a falar. Eu a observava pelo retrovisor: ela estava de cabeça baixa mexendo no celular, mas a raiz das orelhas estava vermelha. De repente fiquei ansioso demais pelas horas seguintes — ansioso, e ao mesmo tempo com uma coisa azeda que nem eu mesmo queria admitir.

【Homem solteiro · Eu】Naquele trecho já saindo para os arredores da cidade, eu realmente não me contive. Quando paramos no sinal vermelho, estiquei a mão para trás e a pousei no joelho dela. Por baixo daquela camada de arrastão, a perna dela era macia e quente. Não subi de imediato; só apertei, nem forte nem de leve, e senti a perna inteira dela se retesar de uma vez e depois relaxar aos poucos. Ela não se esquivou. Naquele instante já tive certeza — esse encontro ia ser muito bom.

【Namorada · Ela】No instante em que a mão dele pousou, meu corpo todo travou por um segundo. Não era rejeição, era aquele nervosismo de quem foi acendido. Por baixo do arrastão, o calor da palma dele foi penetrando pouco a pouco, a polpa dos dedos pressionando aquele ponto mais macio do meu interior da coxa. Eu cravei os olhos nos postes que passavam voando pela janela, sem coragem de olhar para o banco da frente nem de emitir som. Mas meu corpo era mais honesto do que eu — a cada centímetro que aquela mão subia, minha respiração se descontrolava mais um pouco. Quem diria que só de ter a perna acariciada assim já seria tão difícil de suportar.

【Namorado · Ele】Não me virei, mas pela voz eu sabia o que estava acontecendo no banco de trás. Aquele inspirar dela, contido no mais baixo possível, eu conhecia demais — era o som que ela só fazia quando estava de fato tomada pelo desejo. O curioso é que, depois que aquela pontinha azeda chegou ao ápice dentro de mim, ela acabou virando outro tipo de excitação. Fui eu quem a trouxe até aqui, fui eu quem quis vê-la assim. Essa consciência me deixou orgulhoso e feroz ao mesmo tempo, e a calça já estava apertada de doer.

【Homem solteiro · Eu】Chegamos ao hotel na cidade quase sem trocar cumprimentos. O cartão do quarto eu já tinha pegado antes; entramos, tranquei a porta, fechei as cortinas, e restou no quarto só a luz amarela e morna de um abajur de chão. Ela estava de pé ao lado da cama, as duas mãos cruzadas à frente do corpo, como se ainda não tivesse se recuperado daquela agitação do carro. Fui até ela sem dizer muita coisa e estiquei a mão direto para abrir o zíper das costas do vestido. Por mais que tivéssemos conversado nesses dias, quando de fato se chega a esse ponto, o ritmo ainda tem de ser ditado por mim.

【Namorada · Ela】Assim que entramos no quarto ele já veio direto tirar minha roupa, e eu na hora fiquei mesmo envergonhada — depois, quando contei isso a eles, não consegui evitar corar de novo. O zíper deslizou até a cintura, o ar frio entrou pela minha coluna, e por instinto abracei os próprios braços. Mas não recuei. O vestido escorregou dos ombros e ficou amontoado aos meus pés, e restei só de lingerie e daquele arrastão preto, de pé sob a luz, coberta ao mesmo tempo pelo olhar de dois homens. Aquela vergonha me deixava as bochechas em brasa, e ainda assim, lá no fundo do corpo, havia uma coisa macia e dormente que não queria de jeito nenhum fugir.

【Namorado · Ele】Vê-la sendo desnudada peça por peça na minha frente por outro homem, não sei dizer que gosto era aquele. Ela, de braços cruzados e cabeça levemente baixa, ainda era aquela mesma menina que eu conhecia e que corava fácil; mas aquele brilho nos olhos dela era algo que eu nunca tinha visto no nosso quarto. Ela, generosa, não se cobria; apenas, envergonhada, deixava a luz e os olhares pousarem sobre o próprio corpo. Sentei no sofá ao lado, abrindo espaço para eles — hoje, eu queria só ficar olhando, bem devagar.