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内裤留在了家里

29岁的林素秋是全公司公认最得体的那个女人——熨得笔直的铅笔裙,永远系到第二颗扣的衬衫,说话轻声细语。没人知道,就在某个再普通不过的清晨,她把最后一层遮蔽脱下来,叠好,塞进了通勤包的夹层。从那一刻起,她的每一步、每一次坐下、每一场会议,都变成一场只有她自己知道的暴露游戏。她把这份被公司地毯、皮质会议椅、玻璃隔断包裹了一整天的湿意,原封不动地带回了那个和男友同居的家。而当他终于发现她一整天的秘密——那个体面女人体面之下的空无一物——两个人都不再是原来那副样子了。

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口活课

168的黑长直老师芸,冷脸能冻住整间办公室,一开口却把那层冰全化了。她曾是被无数镜头供养的主播,因为被跟踪骚扰才把直播间关掉,转身站上讲台——可身体记得那种被注视的滋味。她的男友,也是她的主人,某天给她下了一道命令:去帮一个内向的大二学弟A「放松放松」。图书馆的讨论室里,低胸白上衣、香水、灼热的目光,和一句「让学姐帮你」。这是主人在场的一堂课,芸是教具,也是那个高冷破功、在臣服里兴奋到发烫的女人。

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分手那夜,我把自己交给了一个陌生人

交往四年的男友把她换成了别人。分手当晚,她一个人钻进城中村外那条霓虹街的酒吧,只想把自己灌到什么都感觉不到。可空洞比酒精更烈。吧台尽头那个高大的异国男人递来第二杯酒,口音很重,笑起来却让人放松又发慌。她第一次想对一个连名字都记不全的陌生人放纵——不是为了忘记谁,只是为了确认自己还活着、还有人要。那一夜她把纤细的身体、剃得光溜溜的秘密、还有强忍了整晚的眼泪,全部交了出去。

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平安夜的前任故事

都市女孩带着现男友走回她曾和前任B约会的商圈,一路把旧情人的手法与耳语当作调情的燃料。这个平安夜她来了例假,不能真正做爱,于是她用手、用胸、用嘴,把'B最喜欢我这样'的每一句都钉进他心里。她主导,他吃醋,他因为吃醋反而更硬——一场她掌控节奏、他甘愿沉沦的软NTR之夜。

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驯她成犬

在广告公司做文案的沈知微,是所有人眼里得体温顺的乖乖女——妆容一丝不苟,裙摆永远压到膝盖。可自从新来的创意总监顾寒把手搭上她的椅背,她就再也没有一天是干的。他趁人不注意的越界、逼她拍下的私密照片、一条条把她驯成母狗的指令,一点点撕开她乖巧的壳。一个室友不在的周五夜,她穿着甜美连衣裙、里面什么都没穿,自己开门把他放了进来。理智抗拒着,身体却先一步叛变——她跪下、爬行、被打得屁股发烫,在人生第一次被当成一条狗的沦陷里,亲口答应做他的母狗炮友。

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171公分的许清晏是设计系公认的高冷千金——腰背永远挺直,回话永远得体,长靴踩过走廊像踩着别人仰望的目光。可上了大学独居后,她才在深夜发现另一个自己:脱下丝袜、把因为整日不透气而发酸的脚背凑近鼻尖时,那股属于自己的、私密的、不该被闻的气味,竟像钥匙一样打开了她从不敢承认的开关。三章讲一个高冷学霸如何在气味系恋物与线上调教里一寸寸沉沦,如何穿戴着玩具走进最正式的公共场合,在无数注视下把强忍到发抖的高潮咽回喉咙——表面是长腿学霸,暗地里,她是一只被自己的味道驯服的野物。

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分手炮那晚,是他的好朋友按住了我

31岁的沈知遥是所有人眼里那种冷得体面的御姐——175的身高,一双能踩碎男人自尊的长腿,说话永远慢半拍,从不失态。她和花心的男朋友已经貌合神离到只剩体面。可就在那场聚会喝多的夜里,男友的好朋友程越把她按在洗手间外的走廊墙上,用一句她从没听过的荤话,撬开了她维持了十年的那层冷。理智让她抗拒,身体却先一步叛变。她被带回他家,脱下毛衣和吊带,被他一巴掌一巴掌打醒了藏在骨子里的那一面——原来她想被支配,想被填满,想被人骂着操到翻白眼。一场原本只是报复男友的分手炮,最后让她认清了自己到底是谁。

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毕业夜的双人局

拿到学位证的那个夏夜,庆功宴散了半场,她跟着两个男生回到闷热的合租屋。一个是暗恋她四年、连递水都手抖的温柔学长,一个是嘴巴毒、平时见面就呛她的狂野男。她清醒地喝了两杯酒,理智一遍遍喊停,身体却先一步软了下去——温柔的爱抚和狂野的撕扯在她身上撞成两股潮水,把她从半推半就一路推向彻底沦陷。

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九楼的快门声

丈夫出差的三天,一个戴墨镜的陌生账号约她去旧厂区九楼拍泳衣艺术照。她说只拍照,可镜头之外,身体先一步背叛了那枚戒指。

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贞操锁:两年的乖巧回声

62号,22岁研一,成绩单永远第一梯队的乖乖女,图书馆里最安静的那盏灯。没人知道她锁骨下藏着一把银亮的贞操锁,也没人知道她每个周五都要回到那栋没有名字的宅子,跪成一条被驯服的狗。这是她自己走进去的选择——被监禁、被禁止、被寸止到眼泪打转,被叫作母狗,然后在极致的失控里找到从未有过的安宁。全女性字母圈里,女主人们用木棍与舌尖丈量她的忍耐;她用两年,把优等生的骄傲一寸寸交出去,再一寸寸地被爱回来。持续到毕业,是很美好的一段。

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名媛与站街女

顶着满城光环的地产名媛沈知微,业绩崩盘、当众和同事撕破脸,烟酒蹦迪都压不住那口气。深夜她盛装开车驶向城市最下沉的街角,只为把那副高不可攀的面具,交到一个瘦削娇小的农村站街女手里,被踩、被舔的顺序也随之调转——一场撕碎华丽外壳的极致臣服。

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25岁的舞蹈老师柯宁,人前是把情绪锁进胸腔的高冷i人,人后却总在脑子里放同一部电影——被人按住、被人看穿、在众目睽睽下被慢慢弄开。她男友周昭花心又粗糙,从没读懂过她那点脏兮兮的幻想。直到一场五人KTV的醉酒后座,周昭的好友徐屿隔着裙子摸开了她。她借着酒劲闭上眼睛,第一次让身体替她做了那个她永远说不出口的决定。一周后,徐屿单约她。这个不如周昭壮、却持久、有耐心、懂得怎么把一个女人拆开重装的男人,用一个卡座、一场偷情、一句句荤话,把她从'理智抗拒'一路调教成'跪着求'。她越来越反差,越来越湿,越来越沦陷——而这一切,都瞒着周昭。

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负一楼的台球室

开学第一场学生会轰趴,御姐风纯欲的她穿着白蕾丝吊带、黑百褶裙、黑丝小白袜,在二十多人的沿海别墅里成了众人惊艳的焦点。当所有人都涌上天台围着烧烤时,她微醺想吐,情人 z 主动扶她下到没人的负一楼台球室。绿呢台球桌、隔着三角内裤揉开的湿意、一楼有人的紧张、反锁的厕所门——高冷学姐在他手里一寸寸沦陷,被顶到翻白眼喊出那两个字。半公开的偷欢,差点被下来打球的人撞破,理智和身体在同一间厕所里彻底分道扬镳。

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戴套原则

深夜健身房更衣室,她撞见那位古铜肤色的健硕外国运动员。她自认是不设防的女孩,一个转身换衣的挑逗、一句主动的邀约,本以为能拿捏他——却被他一句「我有原则」吊在原地。酒店里,她第一次知道什么叫被人捏着脖子调教到失神;床上,她跪着求他别戴套内射进来,他却偏要戴——不为别的,只因「什么时候进、射不射进去,都得我说了算」。理智在尖叫抗拒,身体却比谁都先叛变。

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Aquelas Mãos no Terno Sob Medida
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Aquelas Mãos no Terno Sob Medida

Formada em dança, de fala simples e tímida, ela pegou um emprego temporário de assistente numa empresa privada que nada tinha a ver com sua área — e desde o primeiro dia os veteranos a esmagavam com olhares gelados, convencidos de que ela entrara só pela aparência. Apenas o chefe do departamento — oito anos mais velho, sempre num terno impecável — a protegia nas bebedeiras e a defendia nas reuniões, puxando a recém-chegada rejeitada, aos poucos, para dentro do círculo. Uma doença grave a deixou de cama por um bom tempo, e ao se recuperar ela decidiu viver de outro jeito: cabelo em grandes ondas, saia justa com meias e salto, largando de vez a versão adoentada. Bem quando o gerente que a ajudara foi transferido e seu coração estava no fundo do poço, o chefe disse que jantariam qualquer dia desses para conversar. Aquele jantar levou à casa dele, depois ao carro dele — o álcool subiu nela, e montada naquela vertigem ela agarrou algo que jamais deveria ter agarrado. Uma mulher com namorado, ela deixou o celular na bolsa e nunca atendeu às ligações dele; no escritório deserto na calada da noite, passo a passo ela sucumbiu àquelas mãos no terno sob medida.

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O Provador de Veludo
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O Provador de Veludo

No palco ela é a bailarina principal mais firme sob as luzes; onde a ponta do seu dedo se ergue, uma fileira inteira a segue. Mas fora do palco ela leva para o provador do shopping um vestido de alcinhas que nunca pretendeu comprar, calça descalça uns sapatinhos de verniz e deixa de propósito a cortina de veludo entreaberta por uma fresta — o que ela quer nunca foi o vestido, é a corrente que sobe pela sua espinha ao ser vista. Nesse dia, um homem que segue o olhar dela desde o terceiro andar decifra o convite naquela fresta da cortina. O veludo se fecha; o salto da vendedora ecoa a poucos passos, e atrás de uma única camada de tecido nenhum dos dois ousa fazer barulho.

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A Adega do Primo
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A Adega do Primo

Adulta e solteira, Su Wan chega para o casamento do primo mais novo, com o corpo atormentado por um calor que não consegue explicar. Seu primo, Lu Shi, lhe entrega uma taça de vinho branco gelado, inclina-se até seu ouvido e diz que a adega da família guarda uma reserva ainda mais fina — que, aliada a uma certa “receita secreta”, promete um prazer muito mais profundo. Em meio ao alvoroço do casamento, a mão que pousa em seu joelho a conduz até o mundo privado atrás da fechadura eletrônica no último andar dele — vinho, embriaguez e o tabu do sangue disputam entre si atrás daquela porta de placa pendurada.

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Quatro anos de casamento e a professora de artes descobre que o marido esconde um fetiche de esposa entregue. Desgastada dia após dia pelos filmes que ele exibe e pelas palavras sussurradas na cama, ela finalmente cede — concordando apenas em deixar um único homem “olhar.” Mas naquela noite no hotel, assim que a venda entra, é o marido que faz as preliminares e um estranho que a possui. Ela deixa um estranho de dezesseis centímetros metê-la com força por cinquenta minutos, ainda achando que é o marido “mais duro que o normal” — até que, com o rosto encharcado de porra, arranca a venda e vê sob a virilha de quem está deitada. Três pontos de vista: a esposa trocada, o marido corno que armou o teatro de dois, e o homem sozinho que foi posto ali para possuí-la.

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A Lâmpada Atrás da Tela
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A Lâmpada Atrás da Tela

No primeiro ano da faculdade, Su Wan viu num grupo de mensagens alguém se masturbando diante da foto de outra pessoa e falando obscenidades — aquela luz branca e fria da tela a deixou paralisada. Ela anotou o número dele, adicionou-o como se fosse uma desconhecida, enviou as próprias fotos e deixou que o homem do outro lado da tela a xingasse enquanto a observava. De ajoelhar-se e levantar a roupa até gravar vídeos de masturbação em cosplay implorando por humilhação, ela criou a si mesma como uma cam sempre pronta para ligar. No segundo ano, quis experimentar algo mais real — um colega de faculdade que vivia provocando-a. Na noite do aniversário dela, depois de umas doses, ele se ofereceu para levá-la em casa e passaram por um pequeno bosque deserto… Dois anos parecendo uma dama recatada enquanto era secretamente treinada como uma cadela no cio, tudo começando por uma lâmpada atrás de uma tela.

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A Janela e o Parque
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A Janela e o Parque

Ela voa com o amante A até uma cidade estranha para conhecer os quatro amigos dele. Depois do jantar entram naquele quarto de andar baixo, cuja janela dá direto para a rua comercial movimentada, e ela recebe a ordem de se despir de frente para o vidro — do tateio rígido e envergonhado de uma iniciante a um tapa que a empurra para outra ordem. Boquete em roda, gozada coletiva no rosto, coleira e mordaça, um cabo de dados, uma mão apertando o pescoço e gozo por dentro; depois, andar pelas ruas de dia com um brinquedinho dentro dela, uma boca cheia espalhada até do lado de fora do banheiro do parque, palavrões soltos diante da câmera e uma selfie fazendo coração enviada ao namorado ao amanhecer. Três capítulos, múltiplos pontos de vista: a cadela e exibicionista arrancada dela, o A que a conduz passo a passo à brincadeira em grupo, e os quatro homens que se revezam a usá-la.

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O Jogo do Apagão
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O Jogo do Apagão

Ela é uma engenheira estrutural que não leva desaforo para casa — de dia calcula cargas e desenha detalhes de ligação, mas à noite entrega o controle por inteiro. Entre ela e o namorado de longa data existe um código que pertence apenas aos dois: um jogo imersivo chamado “O Apagão”, no qual ela finge estar levemente bêbada, meio adormecida, deixando que um “desconhecido” a desmonte com brutalidade como se fosse um objeto — só que esse desconhecido é um homem que o namorado arranjou de antemão, um homem para quem ela já acenou que sim. Há apenas uma regra: ela pode gritar a palavra de segurança verdadeira a qualquer instante, e no momento em que gritar, as luzes se acendem e a cena acaba. Mas ela nunca gritou nem uma vez. Ela sabe com clareza que é viciada nesse contraste — ser humilhada, dominada, preenchida, e no dia seguinte fingir chorar ao telefone enquanto o namorado usa as palavras mais imundas para “elogiar” essa cadelinha no cio. Isto não é perder o controle; é uma perda de controle que ela escolheu a dedo e assinou com a própria mão.

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O Bichinho de Estimação Doméstico
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O Bichinho de Estimação Doméstico

No dia em que assumiram o namoro, ela arrastou a mala para dentro do apartamento dele. Ele é atleta de atletismo, mais de vinte centímetros mais alto que ela, uma mão grande capaz de abarcar toda a bunda dela. Dali em diante ela virou a cadelinha mantida enjaulada naquela casa—drenar o esperma dele todos os dias é matéria obrigatória, a ereção matinal é o despertador, há um lugar para ela embaixo da mesa de jantar, e o guarda-roupa só tem lingerie sensual. Ela é magra e sensível, treme a um simples toque, mas sob o adestramento esmagador dele se solta por completo. Estocadas violentas com camisinha, fodida até encher uma camisinha inteira, retirada para revelar um preservativo transbordando de creme branco—esse é o ritual diário mais comum da vida deles morando juntos.

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Uma Tarde no Banho Fixador
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Uma Tarde no Banho Fixador

Su Wei é o tipo de esposa que todos consideram a mais comportada. Uma tarde ela vai sozinha a um estúdio fotográfico montado num antigo armazém para um ensaio particular. O homem atrás da lente se chama A-Wei — voz baixa, palavras macias. Uma frase, “Sua outra metade nunca vai saber”, a empurra para além da primeira linha de defesa. Do primeiro gole que ela engole até a súbita ligação do marido num andar abandonado, ela guarda apenas um limite o tempo todo — jamais deixá-lo gozar dentro dela. Mas é justamente essa fala que, no fim, desmorona e escapa. No caminho de casa ela faz um desvio até o cais, deixando o vento do rio dispersar o cheiro em seu corpo que não pertence ao lar.

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Num fim de semana de outubro, ela cumpriu seu dever de esposa com o marido com quem travava uma guerra fria, só para ser desprezada publicamente à mesa de chá da família dele. Por despeito, mandou mensagem para o homem estrangeiro. Na manhã seguinte, bem cedo, vestiu roupa de treino, fez um caminho mais longo para comprar uma caixa de coisas de tamanho grande e entrou na casa vazia dele—a família toda tinha viajado para o Diwali, deixando-o sozinho. Ele gostava dela com o cheiro de suor; prendeu-a no sofá, acariciou, testou, entrou. Despejou o líquido branco da camisinha na palma da mão, misturou com óleo bronzeador e espalhou pela barriga e por todo o corpo dela, dizendo que assim a pele ficaria macia. Coberta de óleo com o cheiro dele, ela deitou no terraço para tomar sol, e antes de o sol se pôr o levou até a última gota e lhe fez uma pergunta.

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O Iate e a Sala de Karaokê
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O Iate e a Sala de Karaokê

Yao Wei é uma modelo do último ano cujo corpo estoura qualquer enquadramento, mas de volta à faculdade é a boa moça que abraça o portfólio. Ninguém sabe que a primeira vez em que um fotógrafo influente a abriu foi num carro, depois da sessão. De um maço de dinheiro trocado por um único toque, a virar amante e ser levada de avião para fora da cidade, a um iate onde três homens a prendem pela frente e por trás e a enchem em turnos, até ser arrastada para uma sala de karaokê por um antigo mestre para cantar junto — ela se entrega vez após vez, atrás daquela sobrecarga de ser coisificada, dominada, empurrada além do ponto de jorrar sem controle. A pele de uma boa moça, envolvendo um corpo que afunda mais fundo quanto mais é xingado.

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Nada por Baixo do Sobretudo
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Nada por Baixo do Sobretudo

Ela tem um namorado que a busca no horário e reserva o restaurante, e tem Apan, um amante casual em quem ela não toca há meses mas com quem troca mensagens cada vez mais safadas no WeChat. Naquele dia o namorado tinha um jantar de negócios e disse para ela ir sozinha ao restaurante à noite. À tarde Apan foi buscá-la e, enquanto arrumava as coisas, ela teve um impulso repentino: enfiou na bolsa toda a roupa que deveria usar aquela noite, deixando no corpo apenas um sobretudo e uma legging, e mandou Apan entrar com o carro no condomínio. Uma janela do chão ao teto, o quarto andar, silhuetas que qualquer um lá embaixo veria se olhasse para cima, e ainda uma chamada de voz que entrou do namorado: tudo isso empurrou um caso de traição para um lugar que nem ela mesma havia imaginado.

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O Passado Dela no Tinder
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O Passado Dela no Tinder

Ela foi meu primeiro amor, a aluna nota máxima que conheci quando estudei fora — inglês excelente, comportada como um gabarito, sempre dizendo que nunca havia namorado ninguém. Solteiro e entediado, chamei ela em casa para ver um filme, até aquele par de seios taça D cair nas minhas mãos, até a língua sem nenhuma inexperiência descer sobre mim — e comecei a interrogar alguém que supostamente nunca havia namorado, perguntando por que era tão habilidosa. Ela finalmente confessou: durante aqueles anos de solteira, ela ficava caçando sexo no Tinder o tempo todo, e perdeu a virgindade numa pista de dança estrangeira, fisgada por um gringo musculoso. E eu era o primeiro asiático a fodê-la. Enquanto ouvia, minha mente se enchia de imagens dela sendo aberta por algo mais grosso naquela época — me incomodava, mas eu estava duro de doer.

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Uma Camada de Distância, e Nenhuma
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Uma Camada de Distância, e Nenhuma

Numa noite de chuva, eu estava levando a esposa do meu parceiro, Lin Lan, de volta para casa, mas a estrada foi cortada no meio do caminho. O guarda-chuva não segurava a chuva de lado, e a porta mais próxima era a do meu quartinho alugado. No instante em que ela se encostou por conta própria, uma linha que jamais deveria ter sido cruzada já havia se afrouxado entre nossos lábios e dentes. Depois ela sorriu e montou por cima, mandando eu pegar uma camisinha — era a única camada que ainda restava entre nós. Mas, ofegante, ela disse que queria experimentar sem, disse que queria aquele calor direto batendo lá no fundo, carne colada na carne. Na terceira vez, prensado por cima da esposa do meu parceiro, arranquei aquela barreira fina por completo e derramei tudo bem no fundo dela.

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A Luz da Sala de Plantão
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A Luz da Sala de Plantão

Quando fazemos amor, gosto que a Su Wei me conte sobre o passado dela. Há algumas noites ela me falou do ex-namorado, um médico — e do colega dele, o Dr. Chen. Desde uma mão que surgiu do escuro numa sala de plantão, passando por ter a cabeça segurada à força no banheiro de um hotel, até ser fodida sentada na pia, obrigada a ligar para o ex e dizer que o perdoava, obrigada a gritar o nome de um antigo amor… quanto mais detalhes ela dava, mais duro eu ficava. Esta é a noite em que ela foi fodida naquela pia por outro homem, que gozou dentro dela enquanto ela falava ao telefone com o ex — e a mesma noite que, desde então, eu a faço recontar toda vez.

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Quase dez anos de casados, e tudo o que restava na nossa cama era safadeza que nenhum de nós levava mais a sério — “deixa o Lei te comer”, “deixa o Qiang entrar junto”. Até que um dia saí mais cedo do trabalho e voltei para casa sem avisar. O portão de ferro abriu, e os sons lá dentro transformaram aquelas palavras, uma a uma, em algo real. Eu não entrei. Fiquei no corredor com a porta entreaberta e ouvi tudo: perguntaram a ela onde gozar hoje, ela disse que dentro não, e então veio um choro que eu nunca conseguira arrancar dela, gemidos abafados daquilo sendo despejado, o barulho de água espirrando no chão. Fechei a porta, desci para fumar e esperei até as oito para ligar e dizer que estava quase chegando.

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O Nome no Bosque
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O Nome no Bosque

Xiaoyu foi meu primeiro amor — dócil, obediente, sempre cedendo a tudo o que eu queria. Poucos meses de namoro e já a levava àquele bosque no morro atrás do campus para que me fizesse sexo oral — bastava eu ficar de mau humor e ela se ajoelhava por conta própria. Meio ano depois me viciei em conteúdo de corno, e quando a masturbava minha cabeça se enchia de imagens dela sendo prensada por baixo de outro cara. Uma frase que me escapou nos empurrou para um jogo sem volta: um nome da turma ao lado, um grito a cada estocada, e sem grito eu parava. Do bosque até a base do prédio do alojamento, toda vez que passávamos por aquele arvoredo a gente brincava. A boca dela dizia “colega Chen”, mas o corpo era mais honesto do que o de qualquer um.

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Aquele Drinque, Dez Anos Depois
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Aquele Drinque, Dez Anos Depois

Zhou Min está no começo dos trinta: dois filhos, um emprego que embota a pessoa, um marido que ficou um pouco mais mole na cintura. Os dias dela parecem ser lentamente empurrados para dentro de água morna e fervidos em fogo baixo. No encontro de dez anos de formatura da turma, ela topa com Aqiao, seu melhor amigo homem daquela época — aquele que entendia cada um dos seus silêncios. Depois da festa, os dois escapam da multidão e bebem até ficar altos, e anos de palavras não ditas e corpos há muito intocados se soltam de uma só vez. Naquela noite ele abre nela um lugar que ninguém jamais havia tocado, e da dor emerge uma leveza e uma libertação que ela nunca havia conhecido. Ela foge para casa, jura nunca mais vê-lo, e então repassa tudo sem parar no trem-bala. Este ano o feriado chegou cedo; ela voltou sozinha para a casa dos pais e combinou de encontrá-lo mais algumas vezes. Até que o marido nota uma pequena marca de queimadura, feita por cinza de cigarro, na roupa íntima que ela tinha tirado.

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Aquela avaliação negativa
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Aquela avaliação negativa

Ela é advogada de departamento jurídico de um escritório, vinte e cinco anos, um rosto gélido em público, falando como uma sentença, sem uma palavra a mais. Num dia de chuva, o delivery derramou a sopa, e ela, num impulso, deu uma avaliação de uma estrela, xingando o entregador de péssimo atendimento. Dias depois, um WeChat de estranho a procura, enviando o número do apartamento alugado dela, o sapateiro, e uma foto do seu sapato de salto preto de couro — com uma poça ainda úmida de algo de homem dentro dele. Ele diz que chamar a polícia não adianta, que ele não teme quebrar tudo. Ela entra em pânico, pergunta como isso termina; ele diz que vai voltar para a terra natal ainda este mês e que ela deve resolver o desejo dele deste mês. Ela deveria chamar a polícia, deveria resistir, mas sob aquele rosto gélido esconde-se um outro eu que nem o namorado conhece, e, mentindo descaradamente, ela acaba — aceitando. Neste mês, fora os fins de semana em que o namorado às vezes aparece, cada uma das noites restantes é dele. Ele é bem mais velho que o namorado, com um desejo que arde como fogo inesgotável. No fim do mês, ele apenas dá um alô na porta e vai embora, como se nada tivesse acontecido. Ela apaga todos os contatos, volta a sentar no posto de trabalho e recoloca aquele rosto gélido no lugar.

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A Pessoa que me Corrompeu

Eu era aquele tipo de garota que postava selfies de top curto e saia mínima e colecionava curtidas nas redes sociais, ousada por fora, mas que na verdade nunca havia se soltado de verdade nem uma vez. Até que, no segundo ano da faculdade, dividi o quarto com a Xiao L, estudante de dança — ela tinha uma tatuagem de espadas na raiz da coxa, e outras no tornozelo e no peito, e vivia entrando e saindo de bares e KTVs. Numa noite topei com o segredo dela e, duas semanas depois, ela enfiou duas coisas na minha bolsa, e a partir daí fui me tornando, passo a passo, alguém que nem eu mesma reconhecia. Este é o percurso inteiro de como fui corrompida pela minha melhor amiga, criei vício alimentada por brinquedos, até sucumbir por completo pela primeira vez num encontro de seis pessoas.

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A enfermeira e o ex reatado
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A enfermeira e o ex reatado

Dois anos depois do término, a enfermeira Lin Wan cruza dramaticamente com o ex, Shen Zhixing, na estação de volta para a cidade. Ela o readiciona no WeChat, conversam por dois meses, ele a convida para se encontrarem, pede demissão e se muda para a cidade dela, e voltam a transar depois de dois anos em branco. Ela logo percebe que há algo estranho — ele goza mais rápido do que na memória dela e, sempre depois, insiste em perguntar sobre a vida na cama dela com o namorado que veio no meio. Ela é de uma profissão que sabe ler as pessoas: enxerga de imediato o fetiche secreto dele de ser corno, mas não o desmascara. Ao contrário, passa a confirmar o fato de propósito, alimentando-o frase por frase, moldando aos poucos esse homem que não ousa admitir até deixá-lo disposto a se ajoelhar na palma da mão dela.

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Aos olhos dos outros, ela é a universitária mais quieta de todas — franja na altura das sobrancelhas, voz baixa, andando sempre rente à parede. Mas só ela sabe: o corpo estremece assim que é tocado, e até a ponta dos dedos roçando a clavícula levanta uma camada de arrepios. No terceiro ano da faculdade ela começou a vestir as saias mais curtas no apartamento alugado, fantasiando diante do espelho ser desvendada por alguém, reconhecendo em si mesma uma cadela do contraste escondida sob a casca de menina comportada. Uma noite de balada consentida entre adultos: o álcool afrouxou a mão que ela apertou por tantos anos, e pela primeira vez ela foi preenchida por mais de um homem ao mesmo tempo, pela primeira vez ouviu a si mesma implorando «não para». Depois, ela não desabou de vergonha; ao contrário, admitiu essa identidade para si diante do espelho do banheiro e deixou para trás um rabinho fixo, disponível a qualquer chamado.

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Hora de Buscar
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Hora de Buscar

Ela é professora responsável por uma turma do terceiro ano do fundamental, nascida em 96, um metro e sessenta e dois, quarenta e nove quilos, pele clara, e aquele par de seios tamanho C é o único defeito que ela não consegue esconder. Diante dos outros, é a professora severa que aperta o giz até estalar e não tolera um único erro de ortografia; longe dos olhos alheios, esteve presa por três anos a um marido que só se preocupa com o café da manhã e que nunca lhe dedica um segundo olhar. Até que naquele dia, ao fim das aulas, a mãe que costumava buscar a criança não veio, e no lugar dela apareceu aquele pai que ela nunca tinha visto — alto, limpo, com ruguinhas nos cantos dos olhos quando sorria. Ela se arrependeu de não ter passado maquiagem naquele dia, de ter prendido o cabelo de qualquer jeito, de ser apenas uma professora de rosto fechado diante dele. E então veio o batom da segunda vez, veio o WeChat trocado sob o pretexto dos estudos da criança, vieram as madrugadas em que a conversa acabava sempre desembocando no casamento, veio aquele beijo no estacionamento subterrâneo do shopping que, por instinto, ela quis empurrar, mas terminou com os braços em volta do pescoço dele. Um marido que nunca a saciava, e um homem capaz de fazê-la gozar durante uma hora inteira num quarto de hotel e ainda deixá-la querendo mais depois. No estrado, ela continua sendo aquela professora correta; embaixo dele, é uma cadela que abana o rabo — dois rostos que ela mesma distingue cada vez melhor, e do qual cada vez menos consegue abrir mão de um deles.

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O nó da corda
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O nó da corda

Com pouco mais de um metro e setenta e o corpo esguio, ela achava que o amor dela com J seria estável e comum. Até que aquela corda de cânhamo cravou na carne pela primeira vez — a noite em que foi amarrada de joelhos, o rosto colado na grama, penetrada com força por trás — e abriu para ela uma porta que nunca mais se fechou. Chicote, mordaças, navalha, ser exibida, ser compartilhada, afundando cada vez mais fundo. Ela despreza a própria baixeza ao mesmo tempo em que fica cada vez mais dependente daquelas ondas obscenas e violentas de orgasmo que só chegam quando está amarrada. É um segredo só deles — até que aquela porta se abre, e atrás dela estão dois homens desconhecidos.

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A poltrona mais escura da última fila

Numa sessão de tarde de fim de semana, com pouca gente, eles escolheram o canto da penúltima fila. Ela usava moletom com saia curta e, por baixo, aquele conjunto de renda quase transparente. A luz da tela acendia e apagava, e a mão dele, no escuro, subia do joelho dela, centímetro a centímetro — ela mordia o lábio, engolindo de volta na garganta cada gemido prestes a escapar. A sala inteira estava tão silenciosa, silenciosa a ponto de ela ouvir o próprio coração e temer que os outros ouvissem também. Esta é uma tarde sobre perder o controle em público e, ao mesmo tempo, fingir desesperadamente que nada acontece.

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Aposta na Trilha
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Aposta na Trilha

No fim do verão, sozinha, ela foi escalar aquela montanha selvagem por onde pouca gente passa, levando apenas o celular e uma garrafa de água. Quando a garrafa rolou encosta abaixo, quando se perdeu e a sede começou a apertar, um estrangeiro de mandarim fluente lhe estendeu uma bolsa d’água tirada da mochila. Ele era meia cabeça mais baixo que ela, nem parecia forte, mas os olhos varriam o corpo dela do peito para baixo o tempo todo. Uma aposta atrás da outra, de correr ladeira acima até «me deixe admirar um pouco a sua bunda» — ela é mulher casada, mas o corpo, na brisa da montanha, a trai aos poucos. Puro exibicionismo provocante, encharcada, mas sem nunca cruzar aquela última linha.

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Aquele latte do outro lado da quadra
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Aquele latte do outro lado da quadra

Lin Wan tem vinte e nove anos e mantém uma cafeteria em frente à quadra esportiva. Em público, é a dona fria, bonita e inacessível, com pretendentes fazendo fila até a porta; mas só ela sabe o que carrega por dentro: com o namorado de vários anos, transam uma vez por mês, e o desejo já foi desgastado até a beira do desespero em incontáveis noites de masturbação. Num jantar entre amigos, Mike, o novo professor de inglês estrangeiro, senta bem à sua frente; depois de algumas rodadas, as garotas começam a provocar e a insistir para saber o tamanho dele, suas experiências com garotas chinesas, e Mike, rindo, pega o celular para mostrar a elas — e naquele único olhar, a mão de Lin Wan esquentou antes da cabeça. Voltando pelo mesmo caminho no fim da noite, a embriaguez, o luar e aquela mão dele em volta da sua cintura a arrastaram para além do limiar que ela nunca tinha cruzado na vida.

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Gu Zhiwei, a beldade altiva da faculdade de belas-artes, vice-presidente do grêmio estudantil e representante de turma, diante dos outros era a boa moça de pernas sempre fechadas e coluna sempre ereta; longe dos olhos, porém, transformara a exibição e a auto-amarração num vício que não conseguia parar. Uma sessão furtiva de prazer solitário na varanda do dormitório à noite lhe deu, pela primeira vez, o gozo do descontrole em que o coração dispara a ponto de sufocar. No dia da avaliação da aula de expressão corporal do fim do semestre, ela vestiu um collant de treino um número menor, escondeu um ovo vibratório com controle remoto dentro do corpo e, arriscando a bolsa de estudos, decidiu aguentar até terminar a dança inteira. Depois da avaliação, um plano ainda mais insano tomou forma na cabeça dela — algema de um pulso só, aumento da vibração, o banheiro masculino deserto do prédio de artes. Só que, quando ouviu o clique da engrenagem se encaixando, ela percebeu que havia cometido um erro fatal.

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A tarefa do dono
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A tarefa do dono

Uma estudante estrangeira adulta do curso de canto, por fora um solzinho branco puro tipo ENFP, mas no fundo uma cadela de contraste com desejo intensíssimo. No meio estudantil ela procurou um “dono” para tarefas de curto prazo — e desta vez o dono a empurra para um bar erótico de Halloween: ir de lingerie sensual, fisgar um homem estrangeiro, entregar o corpo. Da mata ao lado da segurança na entrada, às mãos “sem querer” entre a multidão na hora de entrar, e depois a ser manuseada por um grupo de estranhos que a cercam no banheiro masculino, ela cumpre passo a passo as ordens do dono, e passo a passo confirma que tipo de coisa ela é de fato.

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A mordaça do provador
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A mordaça do provador

Uma jovem executiva com apenas seis meses de emprego: em público, a colega fria de suéter de gola alta; por baixo, uma exibicionista que ninguém desconfia. No dia de folga, ela prende um objeto realista cor de pele dentro da máscara, encostado na garganta, e sai à rua assim — até entrar naquela loja de roupas cheia de gente e olhos por toda parte, e ser encarada por uma vendedora que não desgruda a vista da sua boca; até o objeto encharcado de saliva cair no provador e a saia plissada curtíssima subir e deixar tudo à mostra. No dia da vergonha mortal, ela chega em casa e abre a gaveta secreta.

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O adestrador
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O adestrador

No segundo ano da faculdade ela entra por engano, na internet, num círculo que adestra garotas como cadelas; da observação e da curiosidade envergonhada, até ser puxada passo a passo por aquele homem que se diz seu dono — para o grupo, para as fotos, para o cio, para o vício. Pouco mais de um mês depois, ele vem de milhares de quilômetros até Xangai, e com uma só palavra a faz vestir a roupa que ele determina e cumprir, diante de todos, cada tarefa humilhante numa sala reservada de um restaurante japonês. Esta é a história de como ela se entrega, deixa com as próprias mãos a última calcinha na sala reservada e engatinha de joelhos para dentro do quarto de hotel.

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Na Noite do Coração Partido, um Estranho me Levou do Bar

Largada na cara pelo primeiro amor com quem namorava há um ano — e ele ainda apareceu exibindo a namorada nova — aos vinte e cinco anos ela chorou até anoitecer, passou o dia inteiro sem comer, só queria se afogar no álcool. Entrou vestida de forma provocante no canto de um bar e emborcou uma cerveja atrás da outra até perder a conta, quando um estrangeiro que dividia a mesa perguntou por que ela bebia sozinha, remoendo mágoas. A embriaguez, a mágoa, o abandono de si como vingança a empurraram passo a passo para o hotel na esquina — para uma coisa que ela não conseguia abarcar nem com a mão inteira. Depois de sucumbir entre o «não» e o «sim», ela descobriu que não havia mais volta.

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O verão em que o sobrinho voltou
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O verão em que o sobrinho voltou

Lin Man, professora de inglês de trinta e seis anos, aguentou tempo demais num casamento que só existe no nome, o corpo como um poço lacrado. Neste verão, o filho da irmã do marido — Gu Shizhou, vinte e três anos, recém-formado — vem morar temporariamente em sua casa para se preparar para a pós-graduação. O corpo jovem e robusto, os hormônios vigorosos quase transbordando, colidem sob o mesmo teto com o desejo que ela reprime há anos. A razão lhe diz que é um tabu que jamais se pode tocar, um abismo ético; mas quando aquelas mãos jovens de fato pousam sobre ela, quem a trai primeiro é o corpo.

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De dia ela é dentista, 25 anos, 1,65 m, 49 kg, de camisa impecável e poucas palavras, tão fria que até o cheiro de desinfetante que ela exala guarda distância — as enfermeiras estagiárias não ousam lhe fazer uma pergunta a mais. Só o namorado, que mora em outra cidade, sabe vagamente que ela tem outro lado em particular — mas conhece apenas a camada da masturbação, não a camada mais profunda. Voltando do plantão do feriado, num intervalo de banho e ao receber uma entrega, os três segundos em que ela abriu a porta enrolada na toalha foram fotografados. Poucos dias depois, aquele entregador reaparece na porta, abre a galeria do celular, e há uma única condição. Ela achou que a palavra «polícia» seria capaz de assustar o outro, mas foi empurrada de volta para dentro da própria porta.

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Mano X

Recém-completados vinte anos, saída de uma cidadezinha para cursar um tecnólogo, ela é do tipo mais desenrolada do grupo — boca doce, ousada no vestir, bastava aparecer no chat para ser bajulada por um monte de gente. Ela achava que já entendia de tudo, até conhecer o Mano X, um cara da vida. Sozinho, ele a transformou de «patricinha rebelde cercada de admiradores» em «cadela na coleira», usando apenas um convite para beber, um morango, um beijo que a prensou contra a porta e um quarto alugado ao lado de um bar. Meio se fazendo de difícil, ela o acompanhou, afundando passo a passo naquele prazer de ser corrompida, até acabar cercada e usada por ele e por toda a roda de amigos adultos dele, e ainda aprendeu a bochechar um gole d’água antes de beijar. É a história de como uma garota confiante entrega a si mesma de bom grado e afunda, envergonhada e em êxtase.

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No semestre de estágio, ele me segurou no banheiro masculino

No último ano da faculdade, carregando os títulos de presidente do grêmio e representante de turma, fui destinada a estagiar numa escola preparatória para o vestibular de artes de adultos. À distância, ele me empurrava cada vez para mais longe, enquanto aquele estudante de artes adulto de um metro e noventa e cinco, envolvido em boatos com várias garotas, no corredor deserto e no banheiro masculino vazio da hora do almoço, com uma frase safada atrás da outra me rasgava da estagiária limpa e inocente até virar a que gemia mais depravada dentro da câmera do celular dele.

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A Beldade do Campus e seu Melhor Amigo

Gu Wanqing era aquela garota que todos consideravam inalcançável — a reconhecida beldade do campus ao longo dos quatro anos de faculdade, recém-formada, de olhar distante, mantendo a um braço de distância qualquer investida que lhe chegasse. Só Shen Zhiyan era exceção: melhor amigo de seis anos, o único capaz de entrar no mundo dela. Neste verão, com os pais em viagem de trabalho, restaram só os dois no apartamento vazio. O garoto que ela sempre tratou como «seguro» finalmente, numa tarde abafada, transformou em mãos que cruzam a linha a paixão que reprimira por seis anos. A razão dela gritava não, mas o corpo a traiu primeiro — molhada ao toque, os mamilos endurecidos, entre a vergonha e o desejo, a beldade altiva entregou a primeira vez que guardara até recém-formada.

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Divorciada aos Trinta e Seis, a Ousadia no Banheiro Público
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Divorciada aos Trinta e Seis, a Ousadia no Banheiro Público

Divorciada há mais de um ano, aos trinta e seis anos ela mudou o desejo que não tinha onde acomodar para o círculo de exibicionismo do Twitter. Numa tarde das férias de verão, seguindo o incentivo dos amigos do círculo, vestindo só lingerie, meia-calça e saltos altíssimos, ela se enfiou sozinha em dois banheiros públicos desertos nos arredores da cidade — o primeiro tão silencioso que a decepcionou, mas do segundo vinha o som de um homem estranho usando o vaso. Um arrepio, encharcada, e os dedos não conseguiram parar. O texto inteiro é um monólogo dela sozinha: a devassidão depois do divórcio, a vergonha e o prazer do fetiche exibicionista subindo aos poucos, ouvir alguém ao lado, o coração disparado por quase ser flagrada, e o instante em que finalmente admite que nunca mais poderá voltar a ser quem era.

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A história de B

Ele nunca esconde que é um corno de carteirinha — na cama, faz questão de que ela conte sobre o outro homem, B, e faz questão de que ela reproduza nele, tal e qual, cada coisa que já fez para B. Voltando de meia quinzena de viagem a trabalho, a primeira coisa que ele pede não é outra: quer que ela, passando sabonete líquido, faça sexo entre os seios nele enquanto conta sobre «tomar banho junto com B»; segurou o gozo por meia quinzena, e enche o sulco dos seios de sêmen. Depois ele quer que ela use meias e faça sexo com os pés, e quer que ela o leve até aquele hotel onde ela e B foram para a cama pela primeira vez, para reencenar aquela noite, das preliminares até as posições. Ela colabora, provoca, de vez em quando diz de propósito que B era melhor, para vê-lo ficar mais bruto de ciúme — vergonha e controle ardendo ao mesmo tempo dentro dela.

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Ela tem um namorado com quem namora há dois anos, mas o veterano do departamento ao lado, mesmo sabendo muito bem que ela já tinha dono, a cortejou um semestre inteiro. Ela concordou em encontrá-lo depois da aula — só um abraço, para ele desistir de vez. Num canto isolado do parque, aquele corpo que colava cada vez mais perto, empurrando cada vez mais duro, foi desmanchando centímetro por centímetro aquele «só um abraço» dela. Do parque a um banheiro público vazio, a linha que ela cruzou foi uma da qual nunca mais conseguiu voltar.

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A Primeira Vez do Pé da Fria Herdeira
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A Primeira Vez do Pé da Fria Herdeira

Shen Zhiwei, vinte anos, o cartão de visitas do curso de dança cênica, um metro e setenta e quatro de altura, formada desde a infância em provas de piano, pintura e canto, com a postura polida pela criação aristocrática a ponto de não se achar um defeito, a moça que a escola inteira reconhece como recatada e altiva. Mas ninguém sabe o que passa na cabeça dela quando anda de saia curta pelo corredor — quer ser desejada por cima da barra da saia, quer esfregar as partes íntimas contra o assento frio e liso, quer largar toda aquela educação e fazer algo obsceno. Antes do réveillon, o desejo finalmente não se deixou mais conter, e ela marcou um encontro com um estranho por um aplicativo, impondo uma única condição: não podia tirar a virgindade dela. Ela achava que preservar aquela membrana equivalia a preservar a compostura, mas foi num quarto de hotel que viu pela primeira vez, com os próprios olhos, uma coisa de verdade, ereta, muito maior do que imaginava — e então, com aqueles pés que dançaram por mais de dez anos, limpos e lisos, desajeitada e tremendo, o fez gozar.

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Temporada de premiações
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Temporada de premiações

Ela é professora de inglês do ensino fundamental. Aos vinte e quatro anos, amou um homem do sistema educacional, foi traída por ele e teve o rompimento comprado com o dinheiro que a mãe dele lhe enfiou nas mãos. Mudou de cidade, mudou de identidade, casou-se aos vinte e nove, e achava que aquela página havia virado. Mas chega a temporada de premiações, e ele vem à escola para uma reunião como superior responsável pela avaliação dos prêmios — casado, com filho, e ainda com aquele jeito morno. Desta vez ela não é mais a moça que saiu chorando. É ela quem propõe os “benefícios”, inventa para o marido uma desculpa meio verdadeira de aula pública, entra no Mercedes dele e vai para a suíte de cama de casal de um hotel cinco estrelas. O que ela quer não é ele: é aquela bonificação, aquele caminho que ele lhe abre pisado sob seus pés — e uma vingança em que quem manda é ela.

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Aquela quinzena do curso de capacitação
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Aquela quinzena do curso de capacitação

Uma jovem professora de língua, nascida em 99, criada com regras rígidas, era uma folha em branco antes do casamento; na faculdade, o máximo que fez de ousado foi dar as mãos. Dois anos depois de casada, o marido, ocupado demais, a trata como se fosse ar, e ela só consegue se saciar com brinquedos cada vez maiores. Um curso de capacitação entre escolas a leva a adicionar no WeChat um homem da mesma profissão, e conversam por meia quinzena, cada vez mais afinados. No dia de plantão em que a família dele não estava, ele a convidou para ir até lá — quando o marido, num jantar, a lembrou de ter cuidado, ela na verdade já estava dirigindo a caminho da casa dele.

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Na noite de Ano Novo na terra dele, ele me prensou no quarto ao lado do dele

Fui com meu namorado passar o Ano Novo na aldeia do norte onde ele nasceu e, no encontro de ex-colegas, esbarrei com o rival mortal dele do ginásio — aquele homem baixo e gordo, que estudou numa escola de fundo de quintal e nunca conseguiu nem um emprego decente. Ele me lançava olhares por cima da mesa. No segundo encontro, meu namorado bebeu até apagar, e eu pedi ajuda a ele para carregar o corpo até a cama, na cidadezinha. Durante a noite só restamos nós dois na sala; ele começou provocando com piadas de duplo sentido, eu me levantei para expulsá-lo, mas ele me agarrou de volta. Luta, resistência, e meio à força meio de bom grado ele me levou até o quarto ao lado do do meu namorado e me jogou na cama — «como é que um fracassado como você arruma uma namorada dessas» — e, com a humilhação e um tamanho que eu me recusava a admitir, foi desmontando meu corpo pouco a pouco, arrancando-o da razão.

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O jogo de caça no parque

Ela envia anonimamente a localização e o que está vestindo, para jogar um jogo de “ser caçada”, com a senha: “quem me encontrar pode brincar comigo à vontade o dia inteiro”. Ela não imaginava esbarrar num homem que de fato a tratasse como presa — e naquele dia, sua razão e seu corpo sucumbiram cada um a seu modo.

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Para os colegas, Su Man é a deusa fria do escritório — mas ela esconde um segredo: posta as próprias fotos nuas num canto estrangeiro da internet. Quando conhece o Diretor Lu, da matriz, aquela porta se abre, e esse casal de donos a treina, passo a passo, até virar uma cadela que ajoelha no chão e reconhece seus donos.

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